O aumento de casos de sarampo no estado de São Paulo levou o Ministério da Saúde a recomendar a ampliação da vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista.
A iniciativa foi adotada pela Secretaria da Saúde de São Paulo após a confirmação de que o vírus está sendo transmitido entre moradores dessas cidades. O objetivo é conter o avanço da doença e evitar novos casos.
Quem deve tomar a vacina contra sarampo?
Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação é que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos recebam a vacina contra o sarampo, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.
Nas demais cidades, continuam valendo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação:
- 12 meses: primeira dose da vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (tríplice viral).
- 15 meses: segunda dose, de preferência com a vacina tetraviral.
- De 5 a 29 anos: duas doses da vacina tríplice viral.
- De 30 a 59 anos: uma dose da vacina tríplice viral.
- Profissionais de saúde: duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade.
Para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem ou vão viajar para locais com maior risco de circulação do sarampo ou surtos da doença, indica-se a aplicação da dose zero. Ela oferece uma proteção extra nessa fase da vida, mas não substitui as doses previstas no calendário de vacinação aos 12 e 15 meses.
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Onde tomar a vacina?
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a população também pode procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou AMAs/UBSs Integradas.
Antes de comparecer ao local, é recomendado levar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde possa verificar a necessidade de novas doses.
Transmissão, sintomas e complicações do Sarampo
O sarampo é uma doença altamente contagiosa. O vírus passa de uma pessoa para outra por meio de gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Quem está infectado pode transmitir a doença para a maioria das pessoas próximas que não estão protegidas pela vacina.
Os principais sintomas são:
- Febre alta;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Tosse;
- Coriza;
- Olhos vermelhos e irritados;
- Mal-estar.
Além disso, o sarampo pode enfraquecer as defesas do organismo por alguns meses, facilitando o aparecimento de outras infecções. Entre as complicações mais comuns estão:
- Pneumonia;
- Otite;
- Diarreia;
- Encefalite (inflamação no cérebro);
- Problemas neurológicos que podem surgir durante a doença ou, mais raramente, anos depois.
O risco de complicações é maior em crianças menores de 5 anos, adultos, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção
A vacina contra o sarampo é utilizada há mais de 50 anos em programas de imunização em todo o mundo. No Brasil, ela foi fundamental para interromper a circulação do vírus no país por décadas e é oferecida gratuitamente pelo SUS.
Apesar disso, a recente queda nos índices de vacinação e o aumento de casos importados voltaram a favorecer o surgimento de novos registros da doença. Por isso, manter a caderneta de vacinação em dia é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo, evitar complicações e reduzir o risco de transmissão.
No ambiente corporativo, divulgar informações confiáveis e incentivar os colaboradores a verificarem sua situação vacinal são iniciativas que contribuem para a proteção individual e coletiva.


