Benefícios corporativos: o que os profissionais mais valorizam em 2026, segundo a Robert Half

16 de julho de 2026

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half mostra que as expectativas dos profissionais estão mudando.  

Segundo o levantamento, realizado com 908 respondentes entre lideranças, profissionais empregados e desempregados, 77% dos profissionais acreditam que alguns benefícios deveriam ser alterados para acompanhar as mudanças do mercado de trabalho 

Esse resultado reforça a necessidade de as empresas revisarem periodicamente seus pacotes de benefícios para garantir maior aderência às necessidades da força de trabalho. 

Benefícios oferecidos nem sempre são os mais valorizados 

Um dos principais achados da pesquisa é o desalinhamento entre os benefícios mais oferecidos pelas empresas e aqueles considerados prioritários pelos profissionais. 

O estacionamento gratuito, por exemplo, está presente em 55% das empresas, mas aparece entre as prioridades de apenas 11% dos profissionais. O mesmo acontece com o celular corporativo, oferecido por 51% dos empregadores e considerado importante por apenas 4% dos respondentes. 

Em contrapartida, benefícios relacionados à segurança financeira e ao planejamento de longo prazo ganham cada vez mais relevância. A previdência privada, por exemplo, é oferecida por apenas 35% das empresas, mas é valorizada por 48% dos profissionais, evidenciando oportunidades para uma revisão mais estratégica da carteira de benefícios. 

Os benefícios mais valorizados pelos profissionais 

De acordo com a pesquisa, os dez benefícios considerados mais importantes pelos profissionais são: 

  1. Plano de saúde; 
  2. Bônus acordado; 
  3. Plano de previdência privada; 
  4. Vale-refeição; 
  5. Vale-alimentação; 
  6. Carro da empresa ou auxílio-carro; 
  7. Seguro de vida; 
  8. Auxílio combustível; 
  9. Plano odontológico; 
  10. Incentivo à educação. 

O estudo também revela que 7% dos profissionais empregados afirmam não receber nenhum benefício, cenário que pode representar um fator de risco para retenção de talentos em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. 

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Comunicação dos benefícios influencia a percepção de valor 

Nem sempre oferecer bons benefícios é suficiente para que eles sejam percebidos como um diferencial competitivo. 

Segundo a pesquisa, 46% dos profissionais discordam que o pacote de benefícios da empresa seja melhor do que o de outras organizações do setor e contribua para atrair e reter talentos. 

Esse resultado evidencia que a comunicação também faz parte da estratégia de gestão de benefícios. Muitas empresas deixam de informar aspectos que aumentam significativamente o valor percebido pelos colaboradores, como a ausência de coparticipação em planos de saúde, benefícios custeados integralmente pela organização ou descontos assumidos pela empresa. 

Quando essas informações não são comunicadas de forma clara, parte do investimento realizado acaba passando despercebida pelos colaboradores. 

Benefícios familiares ganham importância na decisão dos candidatos 

Outro dado que merece atenção é o peso dos benefícios familiares no processo de decisão dos profissionais. 

Segundo o levantamento, 86% dos respondentes afirmam considerar benefícios voltados à família ao avaliar uma proposta de emprego. Plano de saúde familiar, auxílio-creche, previdência privada com beneficiários e apoio à educação passam a influenciar não apenas a remuneração percebida, mas também aspectos relacionados ao planejamento de vida e à segurança financeira. 

O dado demonstra que políticas voltadas ao núcleo familiar podem representar um importante diferencial competitivo para empresas que desejam fortalecer sua marca empregadora. 

Previdência privada ainda é pouco explorada pelas empresas 

Embora esteja entre os benefícios mais valorizados pelos profissionais, a previdência privada ainda apresenta baixa adoção nas organizações. 

A pesquisa mostra que 56% dos profissionais empregados não possuem acesso a nenhum benefício relacionado à aposentadoria. Entre aqueles que contam com alguma iniciativa, predominam planos de previdência complementar, programas de contribuição paritária e ações de educação financeira. 

Em um contexto de aumento da expectativa de vida e de maior preocupação com estabilidade financeira, benefícios voltados ao longo prazo podem contribuir para a retenção de talentos e para a construção de uma proposta de valor mais competitiva. 

Benefícios corporativos fortalecem a estratégia de atração e retenção 

Os benefícios exercem influência direta na forma como os profissionais avaliam oportunidades de carreira. 

Quando benefícios considerados importantes não fazem parte da proposta da empresa, muitos candidatos tendem a compensar essa ausência negociando salários mais elevados. A pesquisa mostra que 63% dos profissionais buscariam negociar uma remuneração maior caso os benefícios que consideram importantes não fossem oferecidos. 

Esse comportamento também se reflete no ambiente interno. Em cenários de restrição para reajustes salariais, uma política de benefícios bem estruturada pode ampliar a percepção de valorização dos colaboradores por meio da ampliação de coberturas, redução de custos individuais ou inclusão de benefícios mais aderentes às necessidades do público. 

Gestão estratégica de benefícios exige dados e revisão contínua 

Os resultados da pesquisa reforçam que uma gestão eficiente de benefícios depende de monitoramento constante, análise de dados e entendimento das expectativas dos colaboradores. 

As empresas precisam direcionar recursos para benefícios que gerem maior impacto na experiência dos profissionais, comunicar com clareza o valor do pacote oferecido e adaptar sua estratégia às diferentes necessidades da força de trabalho. 

Quando alinhados aos objetivos do negócio e às expectativas dos colaboradores, os benefícios atuam como um importante diferencial para fortalecer a atração, o engajamento e a retenção de talentos. 

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