Nova classificação de organizações criminosas eleva atenção para compliance e gestão de riscos

18 de junho de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas colocou no radar das empresas brasileiras um novo fator de atenção em governança e gestão de risco. 

Embora a medida tenha o objetivo combater o crime organizado, esse movimento deve elevar exigências em processos de compliance, due diligence e monitoramento, especialmente para empresas e operações com exposição internacional. 

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Gestão de risco: o que muda para empresas com exposição internacional 

A nova classificação amplia a necessidade de empresas com exposição internacional demonstrar conhecimento sobre quem participa da operação e como os recursos circulam ao longo da cadeia. 

Na prática, isso significa reforçar processos para mapear: 

  • Beneficiários finais e estruturas societárias; 
  • Fornecedores e distribuidores; 
  • Prestadores de serviço e parceiros comerciais; 
  • Movimentações e operações atípicas; 

Em um ambiente com controles mais rigorosos, falhas na identificação ou no monitoramento dessas conexões podem ampliar riscos regulatórios e financeiros. 

Quais setores exigem atenção adicional na gestão de riscos 

Além das exigências de controle, cresce também a preocupação com os riscos comerciais. 

Empresas vistas como mais vulneráveis a falhas na prevenção à lavagem de dinheiro ou ao financiamento de organizações terroristas podem enfrentar restrições em linhas de financiamento, redução de limites transacionais e encerramento de relações comerciais. 

Entre os segmentos mais expostos ao risco, estão: 

  • Instituições financeiras; 
  • Logística e armazenagem; 
  • Operações portuárias e aeroportuárias; 
  • Combustíveis; 
  • Mercado imobiliário; 
  • Varejo atacadista; 
  • Agronegócio; 
  • Segurança privada; 

Isso porque, diferentemente dos regimes tradicionais de sanções, o enquadramento ligado ao terrorismo amplia o foco sobre conexões indiretas.  

Para operadores portuários, aeroportuários e empresas de logística, por exemplo, o trânsito de uma carga inadequadamente inspecionada pode ser enquadrado como facilitação a uma organização terrorista. 

O impacto também pode alcançar pessoas físicas 

Os efeitos da medida não se limitam apenas ao ambiente corporativo. 

A classificação também levanta possíveis reflexos sobre vistos, viagens internacionais e processos migratórios em situações que exijam validações adicionais ou análises mais aprofundadas de vínculo e exposição. 

Gestão de riscos e proteção caminham juntas 

Em um cenário de maior integração entre mercados, operações e intermediários, a exposição ao risco está diretamente ligada ao contexto e a maneira como a cadeia de relacionamento é estruturada e monitorada. 

Reduzir a exposição ao risco passa por fortalecer mecanismos e estruturas de compliance que garanta a capacidade de identificar e mitigar vulnerabilidades de maneira integrada.

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