Como sua empresa pode evitar e diminuir custos com saúde

14 de setembro de 2021

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Também chamada de inflação médica, a Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) cresce no Brasil e em todo o mundo, afetando significativamente os custos com planos de saúde e odontológico nas empresas que oferecem esses benefícios aos seus funcionários e dependentes. Nesse contexto, apenas promover campanhas de bem-estar e qualidade de vida, para controlar as despesas com assistência à saúde, não é suficiente.

Assim, se manter atrativo no mercado e atrair os melhores talentos torna-se uma tarefa desafiadora para o departamento de Recursos Humanos, uma vez que, ao mesmo tempo, é preciso equilibrar custos para continuar a oferecer produtos de qualidade em seu pacote de benefícios.

Pesquisas indicam, há anos, que o plano de saúde é um dos benefícios mais valorizados pelos trabalhadores. Mas para ser sustentável, ele precisa ser pensado para conciliar os interesses dos colaboradores e da empresa. E para isso não existe mágica, só estratégia.

Na gestão de benefícios, do ponto de vista técnico, podemos dizer que existem duas formas de alcançar economia financeira: a primeira é avaliar se faz sentido uma mudança de operadora, downgrade do produto ou alteração do modelo contratado; já a segunda se trata do que chamamos de custo evitado – e é sobre ela que falaremos mais, a seguir.

Custo evitado a partir da gestão estratégica: estudo de caso

Imagine o trabalho envolvendo equipes multidisciplinares em uma empresa que oferece planos de saúde e odontológico para cerca de 13 mil funcionários, a fim de aprimorar a gestão de benefícios. Você ficaria surpreso ao saber que, com isso, foi obtido um custo evitado de mais de R$ 41 milhões? Pois, esse foi o resultado alcançado por um cliente da It’sSeg, somando a economia atingida em 2020 e 2019.

Há diversas maneiras de gerar custo evitado, ou seja, a empresa não passa imediatamente a pagar um valor menor pelo seguro de assistência à saúde. Contudo, as ações implantadas reduzem a necessidade de utilização do plano e, consequentemente, resultam em menores reajustes e num prêmio inferior na linha do tempo.

No caso citado, nossa atuação precisou ser dividida em três pilares: 1) auditoria médica, 2) negociações técnicas com operadoras de saúde e 3) gestão de afastamentos previdenciários. Além disso, fizemos uma parceria com o cliente para planejar ações de gestão de saúde que seriam executadas com o apoio de uma enfermeira alocada na companhia, tais como:

  • Mapeamento dos beneficiários para a definição de um perfil populacional;
  • Obtenção de indicadores sobre gestantes, hiper consultadores e beneficiários que fazem parte dos grupos de risco;
  • Execução de programas de promoção de saúde e bem-estar;
  • Incentivo a realização de exames e tratamentos de doenças específicas;
  • Interação com os serviços de saúde ocupacional;
  • Acompanhamento de internações de alto custo e longa permanência;
  • Demonstrar o impacto da coparticipação sobre o resultado do contrato;
  • Assessoria e criação de comitês de saúde durante a pandemia do coronavírus.

Pilares da gestão estratégica e técnica

O objetivo de toda auditoria médica é saber se os processos são cumpridos de acordo com normas, protocolos e padrões previamente estabelecidos para garantir a liberação e pagamento devido às operadoras de saúde, sendo esperado a redução de custos em decorrência das melhores práticas implementadas. Assim, caso sejam detectadas inconsistências ou irregularidades, é possível intervir para corrigir ou readequá-las.

Na tabela abaixo, podemos verificar um dos efeitos disso na prática: a auditoria pré-evento diz respeito aos procedimentos clínicos e cirúrgicos que foram negados e negociados, por meio da avaliação prévia, e também à negociação de valores sobre medicamentos oncológicos. Já a auditoria pós-evento está relacionada a faturamentos não recebidos ou recusados, após a avaliação de procedimentos liberados, e negociação dos valores praticados.

No trabalho realizado junto às operadoras, foi possível evitar um custo de aproximadamente R$ 24 milhões, em dois anos, por meio da negociação de reajustes. Esse resultado é oriundo da estratégia para renovação de contratos com antecedência, analisando os melhores cenários e condições para oferecer subsídios que auxiliem o cliente na tomada de decisão.

E houve, também, a revisão dos processos relacionados a afastamentos na empresa, através de ações corretivas e preventivas, como:

  • captura diária do status dos funcionários afastados na Previdência Social;
  • comparação entre afastados da empresa e no INSS, indicando inconsistências;
  • projeção do Fator Acidentário Previdenciário (FAP);
  • reenquadramento do CNAE da empresa;
  • planos de ação para reduzir o absenteísmo médico;
  • acompanhamento dos funcionários afastados, desde o início até o retorno ao trabalho;
  • e a contestação do FAP.

 

Gestão e promoção de saúde

Podemos destacar, ainda, a importância de acompanhar a situação médica dos beneficiários e dependentes dos planos de saúde e odontológico, seja de forma presencial (por meio de médicos e enfermeiros na própria empresa) ou por telefone. Com esse tipo de assistência, conseguimos reduzir as despesas do cliente em 29%, em um único ano.

Isso porque, houve a diminuição de cirurgias ortopédicas e de coluna para 19%, além de uma queda de 66% em cirurgias buco-maxilo-faciais. Para isso, o envolvimento de toda a área médica local (médicos, assistentes sociais e enfermeiros) foi fundamental.

Cabe ressaltar, por fim, o grande valor das ações de promoção de saúde e bem-estar, que visam diminuir gastos atuando na prevenção primária e secundária, para limitar o processo de adoecimento. Estes resultados refletem significativamente na sinistralidade do plano de saúde, a médio e longo prazos, com a mudança de comportamento e atitudes dos indivíduos.

ARTIGOS RELACIONADOS
Outubro Rosa: como as empresas podem promover a prevenção do câncer de mama

Outubro Rosa: como as empresas podem promover a prevenção do câncer de mama

O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além da conscientização, as empresas podem desempenhar um papel relevante na promoção da saúde por meio de ações educativas, incentivo ao acompanhamento médico, divulgação de benefícios corporativos, acolhimento às colaboradoras em tratamento e redução dos impactos associados aos afastamentos prolongados.

Sites de atestados médicos falsos ampliam desafios para empresas e profissionais de saúde

Sites de atestados médicos falsos ampliam desafios para empresas e profissionais de saúde

Sites que comercializam atestados médicos falsos têm ampliado os desafios para empresas e profissionais de saúde. Cada vez mais sofisticados, esses documentos podem apresentar CRM, CID, assinaturas digitais e QR Codes para aparentar legitimidade. Entenda os riscos trabalhistas, éticos e criminais envolvidos, os principais sinais de alerta e a importância de processos estruturados is para fortalecer a gestão dos afastamentos e da saúde ocupacional.

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME