Primeiros Cuidados Psicológicos: estratégia de gestão de risco e saúde no trabalho 

30 de setembro de 2025

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

No dia 23 de setembro, a Acrisure realizou o encontro “Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP) no Trabalho”, que reuniu especialistas em saúde mental para discutir como empresas podem estruturar programas de acolhimento em situações críticas, reduzindo riscos e fortalecendo a cultura organizacional. 

O que são PCP e por que importam para as empresas 

Segundo a OMS e o Conselho Federal de Psicologia, os Primeiros Cuidados Psicológicos são uma intervenção rápida, prática e não invasiva, aplicável por qualquer pessoa capacitada dentro da empresa. O objetivo é estabilizar emocionalmente, oferecer escuta qualificada e encaminhar o colaborador para redes de apoio adequadas. 

“Os primeiros cuidados psicológicos não substituem terapia, mas funcionam como um apoio imediato que pode salvar vidas e evitar desdobramentos graves”

Lara Siqueiros

Psicóloga especializada em PCP, Acrisure

Para as empresas, os PCP se tornam um recurso estratégico porque: 

  • Prevêm agravamentos de crises emocionais; 
  • Reduzem afastamentos e custos relacionados à saúde; 
  • Protegem a segurança operacional, já que colaboradores em sofrimento podem ter percepção de risco comprometida. 

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Quando aplicar? 

Os PCP são recomendados em situações críticas, como: 

  • Crises de ansiedade ou ataques de pânico; 
  • Comunicação de falecimento ou más notícias; 
  • Casos de violência doméstica ou emergências pessoais; 
  • Acidentes ou incidentes dentro da empresa; 
  • Ideação suicida ou falas de risco. 

Também se aplicam a sinais mais sutis: queda de produtividade, isolamento, insônia ou irritabilidade. A atuação preventiva é fundamental para evitar agravamentos. 

Conexão com ESG e segurança no trabalho 

Implementar primeiros cuidados psicológicos no trabalho é também uma estratégia de ESG e gestão de risco. O método: 

  • Reforça a responsabilidade social corporativa; 
  • Reduz estigmas sobre saúde mental no ambiente de trabalho; 
  • Melhora indicadores de absenteísmo e presenteísmo; 
  • Fortalece a percepção de segurança física em operações críticas. 

“Quando falamos em PCP, falamos também de segurança. Um colaborador em crise pode colocar a si mesmo e aos outros em risco. Oferecer esse suporte é cuidar de saúde mental e integridade física ao mesmo tempo”

Simone Miquelin

Psicóloga especializada em segurança psicológica, Klabin

Como estruturar um programa de PCP 

As especialistas reforçaram que a implementação requer planejamento estruturado e patrocínio das lideranças. Entre os passos recomendados estão: 

  1. Definir objetivos e público-alvo (RH, gestores, SESMT, brigadistas); 
  2. Criar protocolos claros para emergências e sinais de alerta;
  3. Estabelecer papéis e responsabilidades em cada área; 
  4. Capacitar colaboradores-chave para o atendimento inicial; 
  5. Comunicar de forma acessível a existência do programa; 
  6. Monitorar resultados e ajustar continuamente; 
  7. Promover uma cultura de escuta ativa e empatia. 
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