Seguro rural e ESG: como a Resolução CNSP nº 485/2025 impacta o agronegócio

19 de maio de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Entrou em vigor a Resolução CNSP nº 485/2025, regulamentação que passa a incorporar critérios socioambientais mais rigorosos na análise de risco das propriedades rurais. 

A nova norma visa reforçar o papel estratégico do seguro rural na preservação ambiental e na conformidade das operações do campo. 

O que muda no seguro rural com a Resolução CNSP nº 485/2025? 

Publicada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a nova resolução estabelece diretrizes para impedir a concessão de coberturas a produtores e empresas que apresentem irregularidades socioambientais e trabalhistas. 

A medida também traz maior segurança jurídica para o setor segurador ao criar critérios mais rígidos de análise de risco e incorporar práticas ESG alinhadas às metas internacionais de sustentabilidade. 

Leia também: 

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Quais critérios passam a ser avaliados pelas seguradoras? 

Com a nova norma, os critérios de análise de risco adotados pelas seguradoras passam a considerar fatores como: 

  • desmatamento ilegal e áreas embargadas;  
  • sobreposição com Terras Indígenas e Unidades de Conservação;  
  • ausência de Cadastro Ambiental Rural (CAR);  
  • propriedades incluídas na “Lista Suja” do trabalho escravo. 

Além de aproximar as exigências do seguro rural às regras já aplicadas pelo Banco Central na concessão de crédito agrícola, criando um padrão unificado de conformidade socioambiental para o agronegócio. 

Como as novas regras podem impactar produtores rurais e seguradoras? 

Na prática, a medida amplia a pressão por regularização documental, ambiental e trabalhista para os produtores rurais, que poderão ficar impedidos de contratar coberturas contra perdas climáticas e produtivas em caso de não conformidade.  

Para o mercado segurador, o movimento também contribui para reduzir riscos jurídicos, operacionais e reputacionais, ao mesmo tempo em que fortalece práticas de rastreabilidade e transparência no agronegócio. 

Nova ferramenta da CNseg amplia monitoramento socioambiental no seguro rural 

Em paralelo à nova resolução, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) lançou a Solução de Conformidade Socioambiental, plataforma desenvolvida para acelerar análises e fortalecer o controle operacional das propriedades rurais. 

A ferramenta cruza informações de 18 bases públicas oficiais, incluindo: 

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR);  
  • áreas embargadas;  
  • registros de desmatamento;  
  • unidades de conservação;  
  • terras indígenas;  
  • bases fundiárias e ambientais.  

Essa integração permite que seguradoras realizem uma análise mais estruturada, automatizada e auditável antes da aceitação do risco. 

ESG ganha espaço no seguro rural  

Dados da CNseg mostram que 68,6% das seguradoras já adotam critérios ESG na subscrição, enquanto 80,6% podem recusar ou não renovar contratos por riscos socioambientais incompatíveis com suas políticas. 

O movimento indica uma mudança no setor: além de clima e produtividade, a análise de risco passa a considerar sustentabilidade, governança e regularidade ambiental. 

Com a Resolução CNSP nº 485/2025, o seguro rural também reforça seu papel na promoção de boas práticas no agronegócio, aproximando sustentabilidade, gestão de riscos e acesso ao crédito no campo. 

Na Acrisure, acompanhamos as transformações do mercado para apoiar empresas e produtores na gestão de riscos com uma visão estratégica e sustentável. Saiba como fazemos. 

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