A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, no início de outubro, a inclusão de dois novos procedimentos no Rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
A atualização ampliou o acesso a tratamentos para cálculos biliares e a exames para o diagnóstico de doenças pulmonares. A medida passa a valer a partir de 3 de novembro de 2026.
Cálculos biliares complexos: ANS amplia opções de tratamento
A partir da atualização da ANS, pacientes com cálculos biliares complexos terão uma nova alternativa de cobertura obrigatória. A colangioscopia com litotripsia a laser ou eletro-hidráulica será destinada aos casos em que o tratamento tradicional (CPRE) não obtiver sucesso.
O procedimento permite quebrar e remover pedras na vesícula ou nos canais biliares que são muito grandes ou difíceis de alcançar pelos métodos convencionais, aumentando as chances de tratamento sem necessidade de cirurgia mais invasiva.
Exame para diagnóstico de doenças pulmonares passa a ter cobertura obrigatória
A ANS também incluiu no Rol de Procedimentos a broncoscopia com criobiópsia, um exame minimamente invasivo que ajuda no diagnóstico de doenças pulmonares intersticiais (DPIs). Esse grupo reúne condições que podem causar inflamação e cicatrizes nos pulmões, dificultando a respiração.
O plano de saúde deverá cobrir o procedimento quando houver necessidade de analisar o tecido pulmonar e os resultados da tomografia não forem suficientes para confirmar o diagnóstico.
Entre as vantagens da criobiópsia estão a recuperação mais rápida, menor risco de complicações. O exame também permite obter amostras de melhor qualidade, o que pode tornar o diagnóstico mais preciso e reduzir o tempo de internação.
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O que muda com a atualização do Rol da ANS?
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde reúne a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde, incluindo consultas, exames, terapias, cirurgias e tratamentos para doenças reconhecidas pela Classificação Internacional de Doenças (CID).
A lista é atualizada periodicamente para incorporar tecnologias que demonstrem segurança, eficácia e benefícios clínicos aos pacientes. Com isso, beneficiários da saúde suplementar passam a ter acesso a novos recursos diagnósticos e terapêuticos sem necessidade de contratação de coberturas adicionais.


