Violência doméstica: impactos e suporte no ambiente corporativo

18 de junho de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a violência contra a mulher como uma das crises de direitos humanos mais persistentes e negligenciadas do mundo. Entre as diferentes manifestações, a violência doméstica segue como um desafio social que produz efeitos em diferentes dimensões, incluindo a vida profissional. 

Segundo o Movimento Mulher 360uma em cada cinco abstenções de mulheres no trabalho está relacionada a violência doméstica. O dado reforça o impacto do tema nas organizações e a importância da construção de ambientes preparados para acolher e oferecer suporte aos colaboradores.  

Leia também: 

Violência doméstica: o impacto do absenteísmo no mercado de trabalho 

Um estudo da Universidade Federal do Ceará estimou prejuízos de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano ao mercado de trabalho brasileiro em razão do absenteísmo associado à violência doméstica. 

Além das ausências, outros comportamentos também merecem atenção e vão além dos indicadores econômicos, como: 

  • Choro constante; 
  • Isolamento; 
  • Alterações comportamentais; 
  • Desgaste emocional; 
  • Dores crônicas ou hematomas sem explicação convincente. 

Esses sinais não confirmam uma situação de violência. Ainda assim, reconhecer que mudanças persistentes podem refletir situações de vulnerabilidade ajuda empresas a ampliar sua capacidade de prevenção e suporte. 

A importância da construção de redes de apoio no ambiente corporativo 

Em muitos casos, o ambiente corporativo representa um dos poucos espaços de segurança física e contato social fora do contexto doméstico. 

Esse contexto destaca o potencial das organizações em criar redes de apoio, reduzindo barreiras para o pedido de ajuda por meio de iniciativas como: 

  • Canais seguros de escuta; 
  • Protocolos internos de acolhimento; 
  • Acesso a apoio psicológico; 
  • Capacitação de lideranças; 
  • Fluxos claros de encaminhamento. 

Mais do que responder a situações críticas, essas medidas contribuem com a construção de uma cultura de cuidado e proteção. 

Capacitação como estratégia de prevenção à violência doméstica 

Nesse movimento de acolhimento, algumas iniciativas ajudam empresas a ampliar sua capacidade de resposta e prevenção. 

Um exemplo é o AXA Safe Spaces, treinamento gratuito voltado à conscientização e capacitação sobre prevenção da violência doméstica e sexual.  

Além de apoiar lideranças e colaboradores na identificação de sinais de vulnerabilidade, a iniciativa conecta os usuários ao Diretório Global NO MORE. A central reúne serviços de assistência em mais de 200 países, incluindo o Brasil, garantindo que a ajuda indicada seja profissional e adequada à localidade da vítima. 

Ações integradas no apoio ao enfrentamento da violência doméstica  

Quando ações de capacitação, políticas internas e benefícios de saúde e bem-estar atuam de forma integrada, empresas fortalecem sua capacidade de prevenção e contribuem para que o pedido de ajuda encontre caminhos acessíveis. 

Embora nenhuma ferramenta seja capaz de resolver um problema estrutural, a informação e o acesso a auxílio especializado são maneiras fundamentais para ampliar o enfrentamento da violência doméstica. 

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