ANS define reajustes para planos individuais não regulamentados

02 de julho de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu os percentuais de reajuste que serão aplicados em 2026 aos planos individuais não regulamentados vinculados a Termos de Compromisso. 

A medida se aplica aos chamados planos antigos, que permanecem ativos no mercado e seguem critérios específicos para atualização das mensalidades. 

Como ficaram os índices máximos de reajustes para 2026 

Durante a 639ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada, a ANS autorizou os seguintes índices máximos de reajuste para 2026: 

  • 5,52% para contratos vinculados a operadoras de medicina de grupo;  
  • 6,20% para contratos ligados a seguradoras especializadas em saúde.  

Segundo a agência, os percentuais consideram a evolução das despesas assistenciais observadas no período. Por isso, o reajuste vai além da inflação e reflete mudanças no custo da assistência médica. 

Leia também: 

– ANS: workshop debate cancelamentos de planos de saúde, seleção de risco e regras de reembolso 

– Lei 15.377/2026: o que muda para empresas sobre exames preventivos e afastamento remunerado  

O que são os planos não regulamentados e os Termos de Compromisso 

Os contratos contemplados pela decisão são conhecidos como planos não regulamentados ou planos antigos, contratados antes da Lei nº 9.656/98, que definiu as regras atuais da saúde suplementar no país. 

Como permaneceram ativos após a mudança regulatória, parte desses contratos passou a operar sob regras específicas para atualização das mensalidades.  

Para organizar esse processo, a ANS firmou Termos de Compromisso com algumas operadoras e estabeleceu uma metodologia própria de reajuste, proporcionando maior previsibilidade e transparência. 

O cenário atual dos contratos sob Termo de Compromisso 

Atualmente, mais de 158 mil beneficiários permanecem vinculados a contratos sob Termos de Compromisso, segundo a ANS. 

Como esses planos deixaram de ser comercializados após a mudança no modelo regulatório da saúde suplementar, a tendência é que essa base siga diminuindo gradualmente. 

Metodologia aplicada pela ANS amplia previsibilidade de contratos 

Segundo a Agência, a medida busca assegurar critérios isonômicos na aplicação dos ajustes e ampliar a previsibilidade para os contratos vinculados a Termos de Compromisso. 

Além disso, o modelo também reforça a coerência técnica da política de reajustes da Agência, utilizada atualmente para os planos regulamentados. 

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