A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu o medicamento Olaparibe no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, lista que reúne as coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
A terapia será destinada a pacientes adultos com câncer de próstata metastático, com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, cuja doença tenha apresentado progressão após tratamento hormonal prévio.
A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência e passa a valer a partir de 1º de julho de 2026.
Câncer de próstata está entre os mais incidentes no Brasil
O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 77.920 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028.
Apesar da alta incidência, quando identificado em fase inicial, o câncer de próstata tem até 93% de chance de cura, de acordo com o Ministério da Saúde.
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Principais sintomas do câncer de próstata
Nos estágios iniciais, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Quando os sinais aparecem, geralmente indicam uma fase mais avançada da doença e incluem:
- dificuldade para urinar;
- sangue na urina ou no sêmen;
- dor ao urinar ou nos ossos, especialmente na coluna e quadris.
Prevenção e fatores que aumentam o risco da doença
A inclusão do Olaparibe no Rol da ANS amplia o acesso a terapias direcionadas para pacientes com câncer de próstata avançado. Ainda assim, hábitos preventivos e identificação precoce continuam sendo os principais aliados no enfrentamento da doença.
As causas do câncer de próstata não são totalmente conhecidas. Alguns fatores, porém, estão associados ao aumento do risco, entre eles:
- idade avançada;
- histórico familiar e predisposição genética;
- alimentação rica em gorduras e pobre em frutas e vegetais;
- sedentarismo e excesso de peso.
A presença dessas condições não determina o surgimento da doença, mas reforça a importância dos cuidados com a saúde e o acompanhamento médico regular para ampliar as chances de identificação precoce.


